Quando terminar um namoro é a melhor decisão

Por Dayane Nascimento*

Dayane NascimentoAlgumas pessoas endeusam tanto o Dia dos Namorados, que estar solteiro (a) nessa época é motivo de reclamação: “Não tenho ninguém”, “Enquanto muitos estão comemorando em algum lugar romântico, trocando presentes e carinho, estou aqui na solidão”, “Será que um dia terei alguém com quem comemorar este dia?”. É engraçado, mas é comum ouvirmos essas e outras lamentações.

Passei seis Dias dos Namorados acompanhada. Faltando menos de dois meses para comemorar a data pela 7ª vez, vi meu relacionamento indo por água a baixo depois de descobrir uma traição. Para mim, era com ele que eu passaria o resto da minha vida. Estava noiva, esperançosa para o casamento, mas de repente tudo acabou. Foi a pior descoberta, sofri a pior decepção, senti a pior dor, vivi o pior sofrimento da minha vida até o dia de hoje. E o que eu fiz algumas semanas depois? Tive que me contentar em passar o primeiro Dia dos Namorados sozinha – e sofrendo – depois de seis anos de relacionamento.

Uma coisa eu sempre fazia: mesmo sentindo muita dor pela decepção e pelo término – afinal, seis anos não são seis dias -, eu sempre orava a Deus pedindo que a vontade dEle fosse feita. Aliás, me aproximei ainda mais dEle nesse tempo de sofrimento. Percebi o quanto eu era dependente do meu ex-namorado. Quando passava por alguma dificuldade, eu recorria a ele em primeiro lugar. Era com ele que eu chorava quando estava triste. Era com ele que eu compartilhava das minhas alegrias. E quando tudo acabou? Foi como se o meu chão tivesse sido tirado. Então, entendi que fazia dele o meu porto seguro, e Deus estava em segundo plano.

Quando tudo aconteceu, eu tinha pouco mais de dois anos de conversão. Apesar de eu amar tanto o Senhor, andar em santidade e, na época, estar começando a descobrir o meu chamado, havia algumas coisas que precisavam ser transformadas em mim, como a minha falta de dependência total de Deus. Enquanto eu namorava, me sentia, de certa forma, segura. Por isso, nunca imaginei que passaria pelo que passei. Mas, com o fim de tudo, tive que aprender a confiar totalmente no Senhor e a entender que, apesar de estar solteira, não estava sozinha, pois tinha – não somente em alguns dias da semana, mas todos os dias – a melhor companhia de todas: o Espírito Santo. Ele me ensinou a viver a “solteirice” como nunca havia vivido antes, afinal, quando me converti, já estava nesse relacionamento. Não sabia como era “caminhar com Jesus” sendo solteira. E posso lhe contar uma coisa? Tem sido simplesmente MARAVILHOSO!

Confesso que o primeiro Dias dos Namorados solteira – na verdade, o primeiro ano após o término – não foi nada bom emocionalmente, mas foi o melhor tempo de transformação da minha vida até agora. Isso porque eu escolhi a vontade dEle, deixei que Ele conduzisse os meus passos, obedeci às Suas direções, e Ele me curou, me transformou por meio dessa experiência. Eu passaria por tudo novamente, se fosse necessário, para Deus fazer de mim quem eu sou hoje.

Um término pode parecer ruim de início, pode trazer dor, mas, às vezes, é a melhor decisão a ser tomada. Não podemos deixar que o medo de ficar só nos aprisione em um relacionamento que não está dentro do propósito de Deus, que não tem dado bons frutos.

Eu sou prova viva de que é possível viver (muito) bem “sem ter alguém”. A minha vida de solteira é, como diz um irmão em Cristo, “uma alegria completa” (rs). Completa porque vive EM mim a única Pessoa que realmente pode me fazer feliz: Jesus. Ele é o meu Amor maior, o meu Porto seguro, a minha Rocha inabalável, o Único digno de confiança total. Completa porque descobri quem eu sou nEle, porque entendi qual é o meu chamado.

Se um dia Deus me permitir ter um novo relacionamento, de acordo com a Sua real vontade, não será para me completar, pois já sou completa nEle, Sua graça me basta. Será para caminharmos juntos, transbordando um ao outro de amor e alegria, rumo ao propósito do Pai para nossas vidas.

Enquanto isso não acontece, aproveito ao máximo minha “solteirice”. Como? Me doando à obra de Deus, ao ministério, me relacionando com meus familiares, me divertindo com meus amigos e desenvolvendo novas amizades, estudando, trabalhando, lendo livros… Enfim! Há tanta coisa para se fazer… Basta querer!

Para refletir e agir:

Você que está namorando, é bom repensar sobre o seu relacionamento nas seguintes condições:

• Se você não se imagina sem o (a) namorado (a) ou noivo (a), de tão dependente que é dele (a);
• Se vocês têm personalidades e propósitos de vida tão diferentes ao ponto de sempre discutirem e nunca chegarem a um consenso;
• Se você não consegue cumprir o seu chamado por se sentir preso (a) à pessoa pelo fato dela não ter a mesma visão que a sua.

Você que está solteiro (a), repense sobre sua “solteirice” nas seguintes condições:

• Se você sempre lamenta por não ter alguém e não consegue aproveitar a vida;
• Se você acha que será feliz somente quando começar um relacionamento;
• Se você está esperando namorar e se casar para, então, começar a cumprir o seu chamado.

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* Dayane Nascimento é jornalista. Colaboração especial para o portal da Rede Super.
Instagram: @dayanecristinan
Twitter: @dayanecristinan


 

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