O cristão e o pecado

Por André Araújo*

O cristão e o pecado

Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?
Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.
De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido.
Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.
- Romanos 7:1-4 

Antes de refletirmos sobre o assunto, quero deixar três tópicos muito bem esclarecidos:

1 – A lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive. Porém, se ele morrer para a lei, ela não terá mais DOMÍNIO sobre ele. Ela ainda habitará nele, mas não exercendo domínio. Isso significa que, não mais estando em aliança com a lei, você não é mais escravo dela.

2- É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
- Romanos 7:7

3- Há uma diferença entre perfeccionismo e buscar a perfeição. Assim como há uma diferença entre libertinagem (teoria herética) e viver sob a graça.

Entendidas essas coisas, vamos adiante.

 

A Palavra de Deus nos deixa bem claro que é possível viver uma vida de vitória sobre o pecado, ao passo de que “se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1:8).

Nossa natureza depravada se manifesta naturalmente. Quem ousaria dizer que já passou um dia sem pecar? Só de não amarmos a Deus de todo o nosso coração, alma e pensamento, já pecamos (Mateus 22:37).

O verdadeiro cristão não é mais escravo do pecado. Ele não vive mais dentro de uma fortaleza chamada “reino do pecado”, de onde não conseguia sair por suas próprias forças. Foi Cristo – por intermédio de sua graça – quem o libertou dessa fortaleza. Quando o homem achava que conseguiria se livrar por suas próprias forças, ele com frequência se colocava em “xeque”, tanto diante de seus valores éticos e morais, como também perante a sua salvação.

 

Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
- Romanos 7:15

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
- Romanos 7:19

 

Essa é a nossa natureza quando não crucificamos o nosso velho homem para vivermos em novidade de vida, com Cristo.

O homem continuará a pecar, mas a transgressão da lei de Deus não terá mais domínio sobre ele. Além disso, essas transgressões não serão mais sua alegria, mas sim sua tristeza. Elas passarão a ser motivo de amargura, levando o homem a ser humilde para confessar seus pecados ao Pai, estando verdadeiramente arrependido, pedindo perdão, pedindo inclusive o que está nos dois últimos versos do Salmo 139:

 

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.
- Salmos 139:23-24

E por que devemos confessar nossos pecados ao Senhor?

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
- 1 João 1:9

 

Não se acostumem a pecar. Na verdade, “não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior” (João 5:14). Esta deve ser a nossa busca: não pecar mais. Nós sabemos que ainda iremos pecar, mas, mesmo assim, jamais devemos sair desse foco: não pecar mais. Devemos procurar sim ser santos como ele foi santo (1 Pedro 1:15-16) e sermos perfeitos como é perfeito o nosso Pai que está nos céus (Mateus 5:48), mas através do processo de santificação, buscando o arrependimento e a misericórdia de Deus.

 

Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
- Mateus 9:13

 

Não devemos ser escravos da perfectibilidade. Não acredite naqueles que lhe dizem que você só vai ser um cristão se não tiver pecado. Isso é um erro comum e um pensamento que está enraizado na vida de muitos crentes. Nós precisamos ter consciência de que não existe perfeição nesta vida terrena, ao passo que nós buscamos constantemente essa perfeição.

O cristão deve ser reconhecido, dentre outras coisas, pelo seu processo de santificação:

 

Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?
De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
- Romanos 6:1-2

Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.
- Romanos 6:22-23

Amém!

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André Araújo*André Araújo é colaborador do portal redesuper.com.br
andre.cavalcante.1@gmail.com


1 Comentário

  1. rodrigo

    Amém.

 

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