Natal: o único motivo para celebrações não pode ser esquecido

Por André Araújo

HO! HO! HO!!!

O que vem à sua mente?


25 de dezembro: o único motivo para celebrações não pode ser esquecidoDesde pequenos, estamos acostumados a associar a figura de um velhinho simpático que dirige um trenó voador puxado por suas renas, no lugar de celebrarmos a data mais importante de todo o cristianismo com diálogos, passagens bíblicas, louvores e reflexões acerca de parábolas, gestos e até silêncios daquele que é verdadeiramente o dono da festa.

Não existe uma certeza sobre como surgiu a lenda do Papai Noel, porém, a mais conhecida é a de que ele foi inspirado em Nicolau, arcebispo de Mira na Turquia, no século IV, que, após ter sido impedido de permanecer como um dos líderes da Igreja, passou anonimamente a prestar auxílio a crianças e necessitados, colocando um saco com moedas de ouro pela chaminé das casas.

Todavia, só existe um único motivo para a celebração do Natal, mas este é amplamente ignorado. A ritualização do dia 25 de dezembro já não tem mais significado para muitas famílias. As pessoas passam o Natal reunidas sem citar o dono da festa uma vez sequer, permitindo que as crianças projetem as fantasias que bem entenderem – e às quais são tão bem acostumadas – sobre essa data.

O Logos divino veio ao mundo, e “como um cordeiro, foi levado ao matadouro” (Isaías 53:7). Tinha todo o poder para destruir aqueles que lhe feriam, mas, em vez de se vingar, os perdoou. Diferentemente de muitos líderes de nações ao longo de toda a História, nunca controlou seu povo, nem utilizou seu poder como ferramenta de opressão. Pelo contrário, não obrigava ninguém a segui-lo (João 6:67). Enquanto os líderes deste mundo preferem ser recepcionados por uma grande comitiva e uma entrada triunfante, o Filho do homem, no auge da fama, chegou a Jerusalém montado num jumentinho! (Cá entre nós, seria menos constrangedor se ele tivesse aparecido a pé…).

As pessoas o exaltavam como rei de Israel, enquanto ele expressava que sua revolução era outra. Em nossos ambientes sociais, o maior é mais bem tratado, recebe mais privilégios e atenções que o menor. Os discípulos de Jesus deviam se sentir superiores por seguirem de perto alguém tão poderoso! Mas, para dar um choque em seus paradigmas, a Luz do Mundo se inclinou, pegou calmamente uma toalha e uma bacia com água e, sem pronunciar uma única palavra, começou a lavar os pés deles… Que atitude!

Que possamos reconquistar a consciência da celebração natalina e que ela seja passada de geração em geração! E que as crianças, ao receberem um presente, tenham guardado em seus corações que este apenas simboliza um ganho eternamente maior… obtido milênios atrás.

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André AraújoAndré Araújo é economista e colaborador do portal redesuper.com.br
andre.cavalcante.1@gmail.com


1 Comentário

  1. Felipe Rodrigues

    Perfeito seu texto Andre!

    As pessoas infelizmente esquecem de quem realmente é o dono da festa, e estão mais preocupadas com as coisas mundanas do que com o aniversário de Jesus Cristo.

    Feliz Natal meu brother, tudo de melhor pra voce e sua família!

    Abraços

 

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