Turquia mantém pastor americano preso há 7 meses; Trump pede libertação imediata

Por Abner Faustino

(Foto: Arquivo Pessoal)

(Foto: Arquivo Pessoal)

Um grupo de cristãos e defensores da liberdade religiosa se reuniu na entrada da Casa Branca para pedir a libertação do pastor americano Andrew Brunson, de 48 anos, preso na Turquia desde outubro de 2016.

“Estamos pedindo ao presidente Trump que abrace com coragem a liberdade religiosa e, nas conversas com o presidente Erdoğan (presidente da Turquia), exija a libertação imediata do pastor Brunson”, disse o reverendo Patrick Mahoney, pastor da Church on the Hill, ao site CBN News.

Mahoney também disse que a manifestação é para pedir à Turquia que “assegure a liberdade religiosa e os direitos humanos para todos e acabe com a perseguição e a intimidação de cristãos e outras minorias religiosas”.

O presidente Donald Trump recebeu Recep Tayyip Erdogan na Casa Branca para uma série de conversas para aproximar a relação EUA-Turquia e para aprimorar o combate ao terrorismo. De acordo com Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ, nas siglas em inglês), Trump questionou Erdoğan três vezes sobre a libertação do pastor Andrew Brunson. A assessoria da Casa Branca confirmou os questionamentos de Trump. “O presidente Trump abordou o encarceramento do pastor Andrew Brunson e pediu que o governo turco o devolvesse rapidamente aos Estados Unidos”, disse, em comunicado.

Entenda o caso

O pastor americano Andrew Brunson foi acusado de “participar de uma organização terrorista armada”. Apesar dos esforços realizados pelo Centro Americano de Justiça Legal (ACLJ) para conseguir a liberdade do pastor, o tribunal turco negou qualquer pedido de liberação.

Brunson e sua esposa vivem na Turquia há mais de 23 anos, dirigindo uma igreja com o pleno conhecimento das autoridades locais. Eles foram presos no dia 7 de outubro de 2016. No dia 19 de outubro, a esposa de Andrew foi liberta e recebeu uma permissão para permanecer no país. O pastor foi levado a um centro de contraterrorismo em Esmirna. Os funcionários confiscaram itens pessoais do pastor, incluindo telefone, e negaram-lhe o acesso a uma Bíblia. Eles também o impediram de consultar um advogado. Depois de mais perguntas, ele foi acusado de “pertencer a uma organização terrorista armada”, e um juiz ordenou que ele fosse preso em vez de deportado. O governo o acusa de ter ligações com o ativista islã Fetullah Gulen, que o governo culpa por uma tentativa de golpe em julho de 2016.

No dia 29 de dezembro, uma nova tentativa para a retirada de Brunson da prisão aconteceu, mas sem qualquer resultado legal. Mesmo pregando o evangelho na Turquia há mais de duas décadas, as autoridades turcas não concederam para o americano ou mesmo para sua família qualquer status de residente permanente.”Os documentos de cobrança não apresentam nenhuma evidência contra ele. O tribunal não especificou qual organização de “terror” Brunson supostamente aderiu”, argumentou a ACLJ contra a prisão do pastor em um comunicado oficial.


 

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