Terrorista islâmico admite ter estuprado mais de 200 mulheres e diz: “Homens precisam disso”

Por Abner Faustino
Com informações da Reuters

Terrorista islâmico admite ter estuprado mais de 200 mulheres e diz: "Homens precisam disso"

Amar Hussein, 21, foi preso em outubro de 2016 após confronto que deixou centenas de mortes (Foto: REUTERS/Zohra Bensemra)

A agência de notícias Reuters teve acesso, com exclusividade, a um jihadista capturado em outubro, em Kirkuk, no nordeste do Iraque. Amar Hussein, de 21 anos, foi preso após um combate que matou cerca de 100 civis e membros da segurança iraquiana. Pelo menos 73 militantes do Estado Islâmico (EI) morreram no confronto.

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Hussein, em sua pequena cela, admitiu à Reuters que estuprou mais de 200 mulheres de minorias iraquianas, entre elas, mulheres yazidis e cristãs. “Isso é normal. Os homens precisam disso”, “justificou” Hussein, que seguiu o Estado Islâmico em várias cidades do Iraque raptando mulheres como escravas sexuais. A segurança iraquiana afirma ter evidências e provas dos crimes cometidos por Hussein, mas admite desconhecer a quantidade de estupros cometidos por ele

O terrorista também admite ter matado mais de 500 pessoas enquanto trabalhava para o EI. “Atiramos em quem precisávamos atirar e decapitamos quem tínhamos que decapitar”, acrescentou o jihadista.

Recrutado aos 14 anos, Hussein lembra que, no início, foi complicado obedecer as ordens impostas pelo grupo radical, mas que, com o tempo, foi se tornando algo normal. “Sete, oito, dez de cada vez, trinta ou quarenta pessoas, nós as levávamos ao deserto e as matávamos”, lembra. “Eu colocava eles (vítimas) sentados, colocava uma venda em seus olhos e disparava uma bala em suas cabeças”, explicou. “Foi normal”, finalizou Hussein

Amar Hussein diz que chegou ao extremismo islâmico quando um pregador de sua mesquita local o atraiu para se juntar à al-Qaeda, e depois Estado Islâmico. “Eu não tinha dinheiro, ninguém para dizer: ‘Isso está errado, isso é certo’. Não tinha emprego, tive amigos, mas ninguém para me dar conselhos”, finalizou o extremista, que diz ler o Alcorão para se tornar uma pessoa melhor.


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