Sudão é condenado por Parlamento Europeu pelo caso Meriam

Redação Rede Super

Sudão é condenado por Parlamento Europeu pelo caso MeriamO Parlamento Europeu aprovou por unanimidade, na última quinta-feira (17), uma resolução que condena o governo sudanês pelo tratamento dado ao caso de Meriam Ibrahim, que foi condenada à morte, em maio deste ano, por se converter ao cristianismo.

A resolução destacou que o governo do presidente Omar al-Bashir havia violado uma série de acordos internacionais dos quais o Sudão é signatário, e a condução do caso Meriam foi “emblemática” e de uma “repressão preocupante” por parte das autoridades.

Meriam Ibrahim foi condenada à morte no dia 15 de maio por ter se convertido ao cristianismo. A pena seria anulada se ela “se arrependesse” ou renunciasse à nova fé. O caso repercutiu internacionalmente.

A sudanesa, que chegou à dar à luz sua primeira filha na prisão, foi libertada no mês passado, para logo depois ser presa novamente, e depois, liberada mais uma vez. Ela buscou refúgio na embaixada dos Estados Unidos, junto ao marido, Daniel Wani, que é cidadão americano.

A resolução parlamentar aprovada pelo Parlamento Europeu assinala que é “degradante e desumano” para uma mulher grávida dar à luz algemada como Meriam estava e exorta as autoridades sudanesas “a garantir que todas as mulheres grávidas e em trabalho de parto na prisão recebam cuidados de saúde adequados e seguros”.

O documento começa com o registro de reprovação e condenação à “detenção injustificada de Meriam Ibrahim” e exorta o governo do Sudão “a revogar toda legislação que discrimine em razão do sexo ou religião, e a proteger a identidade religiosa de grupos minoritários”.

Reafirmando que a liberdade de religião, de consciência ou de crença é um direito humano universal que deve ser protegido em todos os lugares, a resolução “condena veementemente todas as formas de violência e intimidação que prejudicam o direito de ter ou não ter uma religião de sua escolha, incluindo o uso de ameaças, força física ou de sanções penais para obrigar crentes ou não crentes a renunciar à religião ou se converter”.

A resolução frisa que o Sudão ratificou as convenções da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Africana e que, portanto, tem a “obrigação internacional de defender e promover a liberdade de religião ou crença, o que inclui o direito de adotar, mudar ou abandonar a própria religião ou crença por livre-arbítrio”.

O documento exige, ainda, que o governo sudanês “revogue quaisquer disposições legais que penalizem ou discriminem pessoas por suas crenças religiosas ou por mudar sua religião ou suas crenças; para induzir os outros a mudar de religião ou crença; especialmente quando são casos de apostasia, heterodoxia ou conversão punível com a morte”.

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Com informações de Portas Abertas


1 Comentário

  1. Julia

    foi como Daniel na cova dos leões, Deus continua sendo Fiel e nunca irá mudar… aleluia

 

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