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Sírios vivem em condições sub-humanas e dentro de esconderijos imundos

Por Letícia Polito
Com informações da BBC Brasil e Unicef

A guerra na Síria teve início faz tempo. Tudo começou em 2011, quando muitos sírios se incomodaram com a falta de emprego no país, corrupção, falta de liberdade política e repressão do governo de Bashar al-Assad. Em março do mesmo ano, adolescentes picharam mensagens no muro de uma escola, foram pegos, presos e torturados.
Depois desse episódio, os protestos cresceram e as manifestações se alastraram pelos países árabes. As forças de segurança da Síria abriram fogo contra ativistas, matando alguns deles. Após isso, as tensões aumentaram. À medida que as pessoas iam, cada vez mais, às ruas, a violência do regime crescia e a preocupação da população também.
No ano seguinte, as manifestações chegaram a Damasco, capital, e a Aleppo, considerada segunda cidade do país. Com isso, o conflito já se tornava uma guerra entre os que apoiavam e os que se opunham ao governo Assad.
Como se não bastasse, nos últimos meses, os sírios viveram cenas de terror. As notícias que circularam, desde então, só continham ódio, morte, sangue e tristeza. Cenas lamentáveis se tornaram “comuns” quando o assunto é o país. Imagens de bombardeios na região de Ghouta Oriental mostraram muitas pessoas mortas e feridas, incluindo crianças.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), somente em janeiro e fevereiro deste ano, 342 crianças foram mortas, sendo 100 no mesmo ataque em Ghouta Oriental, e 803 feridas.
Diante de todo ódio por parte do governo sírio, nós, brasileiros, não podemos nos calar. Existem formas de ajudar as pessoas que estão vivendo em condições sub-humanas e morando em esconderijos subterrâneos, mal equipados e completamente imundos. Confira:

• Unicef: O Fundo das Nações Unidas para a Infância mantém constante campanha para ajudar os sírios. “Milhares de crianças estão em risco e precisam de sua ajuda agora. Juntos podemos fazer mais por elas”, é o que fala no site da instituição.
Há sete anos em guerra, a Síria convive com escassez de alimentos e com preços absurdamente inflacionados. Para ter noção, um pacote de pão custa 22 vezes mais que o preço médio nacional e 11,9% das crianças menores de cinco anos estão gravemente desnutridas.
O dinheiro da doação será revertido em alimentos, vacinas, cobertores, kits de material escolar e outras despesas básicas. Para doações, clique aqui.

• Acnur: A agência de refugiados da ONU promove campanhas para arrecadação de verba para ajudar famílias sírias. No site da instituição fala que a Síria tem enfrentado a maior crise de refugiados de todos os tempos. Para fugir da guerra, mais de 11 milhões de pessoas deixaram absolutamente tudo para trás.
Com uma equipe de, aproximadamente, 635 pessoas que vivem na Síria, a Acnur dá suporte à população e já ajudou 2,6 milhões de pessoas. Cobertores, materiais de cozinha, roupas, lâmpadas, contribuição para reconstrução de escolas e programas de educação foram doados às essas famílias. Para ajudar, clique aqui.

• International Rescue: A ONG, que dá suporte a cinco clínicas que oferecem ao povo serviço básico, começou a trabalhar no país em 2012 e ajuda, aproximadamente, um milhão de pessoas no país, quase metade delas são crianças. As doações são destinadas ao atendimento de pessoas que não conseguem deixar a região de Ghouta Oriental, que vem sendo bombardeada e atacada nos últimos tempos. Para ajudar, clique aqui. 

• Estou refugiado: O movimento surgiu recentemente em São Paulo para acolher e incentivar refugiados que buscam emprego fora do seu país de origem, que é uma das maiores dificuldades enfrentadas na hora de reconstruir suas vidas. A iniciativa ajuda a elaborar currículos em português, nas burocracias de validação do diploma e em parcerias com empresas que precisam de funcionários qualificados. Para ajudar, clique neste link. 

 

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