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Síria: mais de mil crianças já foram mortas em 2018 por guerra

Por Abner Faustino
Com informações da BBC, Veja, ONU e Unicef

Síria: mais de mil crianças já foram mortas em 2018 por guerra

Família foge de conflitos em Ghouta Oriental, na Síria. (Foto: UNICEF/Amer Al Shami)

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 1000 crianças foram mortas ou ficaram gravemente feridas apenas em 2018, na Síria. Geert Cappelaere, diretor regional da organização no Oriente Médio e Norte da África afirmou que uma criança morre a cada hora no país.

No final de fevereiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, por unanimidade, uma resolução exigindo um cessar-fogo por 30 dias na Síria para a retirada de feridos e a possibilidade de chegada de ajuda humanitária, mas para Cappelaere, os países não acataram a ordem da ONU. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou um período de trégua por cinco horas por dia durante os 30 dias de cessar-fogo, mas ataques constantes ameaçam o acordo. Desde 2015, Putin apoia o presidente sírio Bashar al-Assad.

“Muitas mães e pais na Síria imediatamente pensaram que isso representaria a sobrevivência para seus filhos, pensando que suas crianças gravemente desnutridas e aqueles que precisavam de assistência médica urgente poderiam obter exatamente isso: tratamento e ajuda, um direito muito básico. Mas, com o passar dos dias, essas esperanças se transformaram em ilusões, as janelas se fecharam abruptamente em nossos rostos. Porque, para crianças na Síria, nada mudou”, lamenta Cappelaere.

“Esses suprimentos deveriam ser usados em Afrin, Idlib, Ghuta Oriental, Dera’a e outras áreas de difícil alcance – algumas das quais não conseguimos acessar há meses. São nesses lugares que vivem quase 2 milhões de crianças”. Cerca de 5,3 milhões de crianças necessitam de assistência humanitária no país, de acordo com a Unicef.

Entenda

Síria: mais de mil crianças já foram mortas em 2018 por guerraA guerra que dura mais de sete anos ganhou novos contornos no mês passado. Em fevereiro, o governo de Bashar al-Assad e aliados aumentaram os bombardeios contra regiões controladas por grupos radicais islâmicos. Segundo a ONU, 76% das residências de Ghouta Oriental, próximo a Damasco, capital da Síria, foram destruídas, deixando mais de 700 civis mortos na cidade e fazendo com que parte dos 400 mil moradores se mudou para abrigos subterrâneos ou fugiu da cidade.

Apesar de poucas informações confiáveis sobre a guerra, o Centro Sírio para Pesquisa de Políticas estima que a guerra já tenha causado a morte de mais de 450 mil pessoas, entre combatentes jihadistas, combatentes pró-governo e civis. Mais de 5 milhões de pessoas deixaram o país, em sua maioria, crianças e mulheres.

O êxodo dos refugiados também divide a opinião pública. O bloco europeu não sabe como dividir as responsabilidades pelos 10% dos 5 milhões que foram para a Europa. A ONU afirma que são necessários US$ 3,2 bilhões para suprir as necessidades de toda a população da Síria e 70% dos sírios não têm, atualmente, acesso à água potável.

 

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