Senado decide e Dilma Rousseff é afastada definitivamente da Presidência

Por Redação Rede Super

Dilma Rousseff não é mais a presidente da República. O julgamento do impeachment da primeira mulher presidente do Brasil decretou a saída permanente de Dilma. Dos 81 senadores, 61 votaram a favor do impedimento e 20 votaram contra. Eram necessários 54 votos para o afastamento.

A defesa de Dilma entrou com requerimento para desvincular as punições: o afastamento da presidência e a inelegibilidade por 8 anos para cargos públicos. O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, aceitou e deixou a cargo do Senado por votar separadamente cada acusação.

Em votação posterior, os senadores decidiram que Dilma mantém os direitos políticos e poderá se candidatar a qualquer cargo político nas próximas eleições.

Lewandowski redigiu uma carta que será assinada por todos os 81 senadores e comunicará Dilma Rousseff e o agora presidente do Brasil, Michel Temer.

Relembre o processo de impeachment

Dilma foi condenada pelos crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União, as chamadas “pedaladas fiscais”, e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional.

O processo de impeachment foi aberto em dezembro de 2015. No dia 17 de abril, o Congresso votou pelo prosseguimento do processo para o Senado Federal. Foi formada uma comissão especial, que emitiu pareceres e realizou duas votações, aceitando a denúncia contra Dilma Rousseff.

O julgamento começou na última quinta-feira (25). Nos três primeiros dias, os senadores presididos pelo ministro presidente do STF, Ricardo Lewandowski, ouviram quatro testemunhas e dois informantes. Na segunda-feira (29), Dilma Rousseff compareceu ao Senado para fazer sua defesa e ser interrogada pelos senadores. A sessão durou mais de 14 horas. Na terça-feira (30), foi a vez de defesa e acusação colocarem suas falas para todo o Senado. Concluída as argumentações de ambos, todos os senadores tiveram a oportunidade de concluir seus pareceres sobre o julgamento, que foi votado nesta quarta-feira (31) e resultou no afastamento definitivo de Dilma.


1 Comentário

  1. A maioria dos Senadores não tinham condições de julgá-la pelo fato de serem acusados de crimes, corrupção e outros. O que houve,foi uma uma blindagem do seus crimes. Estou triste pelo GOLPE. Vergonha saber que criminosos julgaram uma mulher virtuosa, inocente, e passar para o povo a mensagem de que o crime compensa.

 

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