[Quênia] Dois pastores são mortos em Mombasa

QuêniaDois pastores foram mortos na cidade de Mombasa, no Quênia. Um deles era Charles Mathole, da Igreja do Evangelho Redimido, que foi atingido por vários tiros depois que um grupo não identificado invadiu a igreja dele no último sábado (26). No dia seguinte (27), o corpo do pastor Ibrahim Kithaka, da Igreja Pentecostal Kilifi, foi encontrado em um matagal. A moto dele foi encontrada a poucos metros do corpo e dois rapazes que o acompanhavam estão desaparecidos.

Os crimes ocorreram um mês após um ataque terrorista em Westgate, Nos Estados Unidos. Poucos dias depois, o radical islâmico Ibrahim Ismail também foi morto por pessoas não identificadas. Pessoas que protestavam contra o assassinato de Ismail incendiaram a igreja do Exército da Salvação, em Majengo, no Quênia. Depois disso, a tensão permaneceu alta mesmo quando os líderes da igreja reivindicaram segurança ao governo.

“Todos os líderes da igreja já haviam recebido mensagens de texto ameaçadoras, mas elas aumentaram desde que o radical foi morto”, disse um pastor local à Portas Abertas. “As mensagens de texto de um número desconhecido diziam: ‘Esteja preparado, estamos indo atrás de você’. Nós comunicamos isso à polícia, mas nenhuma prisão foi feita”.

Outro líder local relatou que, há duas semanas, líderes muçulmanos incitaram a juventude local contra os cristãos durante um debate a céu aberto. “Eles também nos maltrataram. Nós relatamos ao OCPD (Comandante da Divisão de Polícia – sigla em inglês), que prometeu acabar com a reunião, mas não o fez”, relatou o líder. “Nós também ouvimos [rumores] de que [extremistas] tinham como alvo destruir cinco igrejas específicas. Nós não sabemos quais são as igrejas, mas nós informamos a polícia isso também”.

O Fórum de Pastores da Igreja em Mombasa emitiu um comunicado na última segunda-feira (28) em protesto contra a morte dos dois pastores e exortou o governo a intensificar a segurança.

“O Fórum da Igreja em Mombasa afirma, categoricamente, que nenhum ataque contra cristãos ou líderes da igreja vai nos impedir de adorar a Deus, nem limitar nossa liberdade de religião. Aos autores desses ataques hediondos, informamos que não vamos ser intimidados e continuaremos a louvar ao Senhor em nossas igrejas”, disse o bispo Wilfred Lai, presidente do Fórum da Igreja em Mombasa.

Questionado sobre como as igrejas locais e seus líderes têm lidado com a situação, um colaborador da Portas Abertas disse: “Estamos tristes, mas continuamos fortes. Deus é o nosso refúgio. Ninguém pode fugir da morte. Eu só posso descansar na certeza de que Deus vai me proteger e à minha família. O mais triste de tudo é que coisas como essas afetam a frequência à igreja e reduzem o número de membros da congregação. Mas eles também são muito desconfiados de qualquer pessoa nova que vem à igreja, e não são tão acolhedores quanto antes. É natural, temerem por suas vidas”.

O colaborador pede oração para que Deus os proteja e para que pastores e missionários sejam encorajados a perseverar. “É interessante que, apesar de tudo o que está acontecendo, eu não tenho medo. Mas se há um momento em que os líderes da igreja e os missionários são testados, é agora. É neste momento de constante questionamento, se seremos os próximos a serem mortos, que a nossa vocação é realmente testada. Que Deus dê a todos os cristãos quenianos mais força e graça. Precisamos disso”, concluiu.

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Fonte: Portas Abertas
Adaptação: Redação REDE SUPER 


 

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