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Perseguição: mulheres colombianas são estupradas por serem cristãs

Por Gabriel Lacerda

Com informações do portal Portas Abertas e BBC News

Ser refém dentro do próprio pais. Viver livre, mas estar preso pelo medo. Essa é a realidade das mulheres cristãs e indígenas colombianas. De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 95,7% da população colombiana é cristã. Mas, mesmo com um número tão significativo, por que existe perseguição às mulheres cristãs na Colômbia? Segundo o portal Portas Abertas, as guerrilhas locais, ao invadirem as zonas rurais, usam o estupro como forma de intimidação e punição aos que vão contra seus princípios, como, por exemplo, ser cristão.

Colômbia

Colômbia – Portal Portas Abertas

Apesar do índices de violência sexual serem altos e existirem leis de proteção a mulher na Colômbia, as vítimas não prestam queixas na maioria dos casos por medo. Nos últimos dois anos, os relatos de violência sexual no país ganharam os telejornais mundiais e alertaram milhões de telespectadores ao mostrar o que estava acontecendo por lá. Em 2016, uma matéria da BBC News contou o caso de Maria*, uma ativista colombiana que foi estuprada e teve a filha sequestrada após denunciar estupros cometidos por grupos radicais colombianos. Apesar do governo negar, alguns líderes de milícias possuem influência política e, por isso, conseguem escapar de acusações na justiça.

Outra prática comum e cruel no país é o sequestro de crianças e adolescentes, em geral, meninas, para serem levadas aos líderes das guerrilhas para serem violentadas. No ano de 2013, o Jornal Colombia Reports fez uma pesquisa com algumas mulheres que ficaram sob o poder das FARC e revelou que cerca de 80% delas foram obrigadas a abortar. De acordo com a ONU, o aborto forçado está no material de instrução dos rebeldes, dizendo que ter crianças nos acampamentos é prejudicial para as missões, já que os pequenos comem muito e não podem ajudar.

Infográfico feminicídio

Infográfico sobre número de mulheres mortas na América Latina

A realidade para as indígenas não é diferente. Nesse contexto, mulheres de diversas idades, principalmente as mais jovens, são dadas ou vendidas a não cristãos para afastá-las do cristianismo. Recentemente, o pastor Diego Cerqueira* cuidava de uma comunidade rural, no sul do país, e mesmo avisado pelos líderes rebeldes que devia parar de pregar na região, Cerqueira permaneceu. Como forma de retaliação, um grupo armado invadiu sua casa e violentou sexualmente seus dois filhos pequenos e sua esposa. Apesar de toda a violência, as pastorais cristãs continuam na Colômbia levando a Palavra de Deus e oferecendo ajuda e apoio às vítimas de algum tipo de abuso.

 

 

 

 

 

*Os nomes são fictícios para preservar a identidade das vítimas

 

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