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Pastor americano que evangelizava na Turquia está preso por “terrorismo” há mais de 500 dias

Por Letícia Polito
Informações de CBN News

Andrew-Brunson

(Foto: arquivo pessoal)

O caso do pastor americano Andrew Brunson ainda movimenta as redes sociais e a população norte-americana. Ele está preso na Turquia há mais de 500 dias e poderá passar o resto de sua vida na prisão, caso as autoridades não mudem de ideia.

Aprisionado, até agora sem acusações oficiais, o tribunal turco aprovou, semana passada, uma acusação de 62 páginas contra o pastor. Participação em organização terrorista armada e espionagem militar seriam as denúncias contra ele.

Em julho de 2016 ocorreu um golpe militar no país e o governo suspeita que Brunson tenha ligações com Fetullah Gulen, ativista islã acusado de ter sido culpado pela morte de, pelo menos, 161 pessoas. Após o golpe, vários cristãos foram deportados do país, mas, por acreditar na conexão do pastor com o ativista, o governo turco decretou que ele ficasse preso em vez de voltar ao país de origem.

A Turquia é um país totalmente islâmico e, por esse motivo, o fato de ele ser pastor cristão é que os faz equipará-lo ao terrorismo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está se empenhando para finalizar o caso da melhor maneira. Ele recebeu o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, várias vezes na Casa Branca para estreitar a relação EUA-Turquia e questionar a libertação de Brunson.

Entenda

O pastor americano Andrew Brunson vive, na companhia de sua esposa, há mais de 23 anos na Turquia. Lá, o casal dirigia uma igreja com conhecimento das autoridades locais. Após o golpe de 2016, eles foram presos em 7 de outubro. Pouco tempo depois, no dia 19 do mesmo mês, a esposa foi libertada e obteve permissão para continuar morando no país.

Brunson foi levado a um centro de contraterrorismo em Esmirna, onde funcionários confiscaram objetos pessoais e o proibiram acesso à Bíblia. Mesmo pregando há mais de duas décadas no país, o governo não concedeu-lhe liberdade e, tampouco o direito de voltar ao seu país de origem.

Sem esperanças de ser liberto, o pastor segue preso e sua esposa pede para que as pessoas assinem uma petição de liberdade, que já conta com mais de 400 mil assinaturas.

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