[Paquistão] Casal cristão é absolvido de prisão perpétua

Bandeira do PaquistãoAcusado de profanar o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, e insultar o profeta Maomé, o casal palestino Ruqayya e Munir Masih foi absolvido pela juíza que acompanhava o caso, Mazhar Ali Akbar Naqvi. Segundo Chaudhry Naeem Shakir, fonte entrevistada pelo Compass, a juíza aceitou o recurso do casal por falta de provas.

As acusações feitas por Muhammad Nawaz, em Mustafabad, no distrito de Kasur, foram baseadas nas seções 295-B e 295-C, respectivamente, das leis de blasfêmia do Paquistão, que são rotineiramente empregadas contra de cristãos em disputas de ordem pessoal. No caso de Ruqayya e Munir, os filhos do casal tinham brigado com a família de Muhammad, que apresentou as acusações de blasfêmia.

Ruqayya e Munir foram condenados à prisão perpétua por, supostamente, profanarem o Alcorão. O casal entrou com um recurso na Alta Corte de Lahore, alegando inocência.

“Durante o julgamento, nenhuma testemunha depôs contra o casal sobre as acusações de blasfêmia”, disse Shakir. “Diante disso, em 2 de março de 2010, o juiz Muhammad Hussain Ajmal absolveu o casal da acusação da seção 295-C, mas lhes atribuiu prisão perpétua sob a seção 295-B”.

O advogado do casal disse que Ruqayya Masih admitiu ter um Alcorão em casa. “Ela me disse que ganhou o Alcorão de um vizinho muçulmano chamado Muhammad Faisal e que o havia guardado em segurança consigo, embora ela tenha dito não saber o porquê”, disse ele, acrescentando que a polícia havia informado ao tribunal que tinham encontrado o Alcorão envolto em um pedaço de pano em um armário.

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Fonte: Compass Direct
Tradução: Marcelo Peixoto
Extraído de: Portas Abertas
Adaptação: Redação REDE SUPER


 

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