“O fato de eu ter sofrido por Cristo significa que estou no caminho certo”, diz indonésio preso por “blasfemar contra o islã”

Portas Abertas

Bíblia

(Foto: Pixabay)

Na Indonésia, a perseguição aos cristãos ex-muçulmanos aparece de todos os lados: da mesquita, da sociedade e até da própria família. A Constituição do país garante a liberdade de religião, mas a realidade não se alinha com as leis. A conversão ao cristianismo é considerada blasfêmia contra o islã. E isso é contra a lei.

Rudi* e sua esposa, Alia*, têm uma pequena casa e vivem uma vida simples. “Nossa casa não é grande, mas estamos felizes aqui. Nesta cidade, as crianças podem ir à escola sem medo de serem rejeitadas. Elas podem ser quem realmente são”, diz Alia. Seu filho mais velho costumava ser ridicularizado na escola após a conversão de seus pais. A filha do casal lembra como era a vida quando o pai foi preso. Na época, eles tinham que se deslocar de um lugar para outro para se manterem seguros. “Aqueles tempos eram difíceis. Eu sentia como se nós não pertencêssemos a lugar algum. Eu não tinha amigos, nem casa ou escola”, conta.

Preso por “falsos ensinamentos” 

Rudi e seu irmão foram presos em agosto de 2013, após muçulmanos terem descoberto que um adolescente da família havia sido batizado em uma reunião de cristãos ex-muçulmanos. Os vizinhos começaram a questionar a fé da família, o que piorou com o fato de Rudi ter sido um antigo estudioso muçulmano e filho de um famoso líder muçulmano no Oeste de Java. Os moradores acusaram Rudi de blasfemar e processaram-no. Mais tarde, ele e o irmão foram condenados a três anos de prisão por “insultar o islã” e espalharem “falsos ensinamentos”. Porém, eles foram soltos em 2014.

A família de Rudi e do irmão dele têm recebido apoio jurídico e ajuda financeira da Missão Portas Abertas. As atividades de evangelismo também continuam sendo sustentadas. “A provação me permitiu experimentar um pouco do que Jesus passou. Eu sou grato por isso. O fato de eu ter sofrido por Cristo significa que estou no caminho certo”, afirma. Quase dois anos desde que saíram da prisão, Rudi já compartilhou o evangelho com mais de 100 muçulmanos. Apesar da saúde debilitada e dificuldades de deslocamento da casa atual para a cidade natal, o desejo de pregar o evangelho continua acesso em seu coração.

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* Nomes alterados por motivos de segurança.


 

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