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“O Cristo que está sendo utilizado para destruir um terreiro está sendo mal interpretado’’, afirma pastora que ajudou a reconstruir local

Por Gabriel Lacerda 
Com informações BBC Brasil

Ataque contra terreiro

Foto: Reprodução/BBC Brasil

Em meios a tantos atos de intolerância religiosa, a fé prevaleceu sobre qualquer tipo de preconceito. O terreiro de Conceição d’Lissá foi atacado pela oitava vez. Nessa tentativa, em 2014, os autores do crime atearam fogo no local e o destruíram. De acordo com a proprietária do local, o incêndio foi motivado por motivo religioso. “Não levam nada, só destroem”, afirma Conceição em entrevista à BBC Brasil.

Segundo a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos, em 2017, 71,5% dos crimes de intolerância religiosa registrados no Rio de Janeiro foram contra pessoas e locais relacionados à religiões com raízes africanas. Com o templo destruído e tendo que começar do zero, a mãe de santo Conceição recebeu ajuda de quem menos esperava.

Em um sábado de manhã, a pastora Lusmarina Campos, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, acompanhada de voluntários, bateu à porta de Conceição e ofereceu ajuda na reconstrução do terreiro, que havia sido destruído em 2014. Na época, a pastora era a presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do estado (Conic-Rio) e promoveu uma campanha para arrecadar verbas para reconstruir o local.

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“Logo que a gente ouviu sobre a destruição do terreiro, eu pensei: ‘Se em nome de Cristo eles destroem, em nome de Cristo nós vamos reconstruir’. É extremamente importante dar um testemunho positivo da nossa fé, porque o Cristo que está sendo utilizado para destruir um terreiro está sendo completamente mal interpretado”, explica Lusmarina em entrevista à BBC Brasil.

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