Maranhão revoga decisão de anular votação de impeachment

Redação Rede Super

Dilma Rousseff

(Foto: Photopin)
via photopin (license)

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu, no final da noite dessa segunda-feira (9), revogar a decisão que ele mesmo tomou de anular a votação que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No mesmo dia, Maranhão havia decidido acatar o pedido do advogado-Geral da União, José Eduardo Cardoso, para anular as sessões dos dias 15, 16 e 17 de abril na Câmara. A alegação para a anulação era a de que os parlamentares não poderiam ter anunciado publicamente seus votos antes da conclusão da votação, “na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição”.

A decisão de revogar a própria decisão foi anunciada em um texto de quatro linhas. “Revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016, por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas nos dias 16, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre denúncia por crime de responsabilidade número 1 de 2015″, diz o texto.

Teria pesado na decisão de Maranhão a reação dos parlamentares na Câmara. Além de a maioria dos partidos decidir convocar uma sessão à revelia do presidente interino para revogar seu ato, o próprio partido de Maranhão teria o ameaçado de expulsão.


 

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