Mais da metade dos cristãos fugiram do Iraque e da Síria desde 2011, diz relatório

Por Abner Faustino

Milhares de cristãos fugiram do Iraque e Síria (Foto ilustrativa: Pixabay / Angie Johnston)

Milhares de cristãos já fugiram de Iraque e Síria (Foto ilustrativa: Pixabay / Angie Johnston)

Em 2011, a guerra civil explodiu na Síria. Em 2014, o Estado Islâmico assumiu o controle da cidade de Mosul, atual Nínive, no Iraque. Com os conflitos e a perseguição aos cristãos nesses países, estima-se que de 50% a 80% dos cristãos fugiram das duas nações, segundo o relatório conjunto da Missão Portas Abertas, Served e Middle East Concern, divulgado pela World Watch Monitor na semana passada.

De acordo com o relatório, a chegada do Estado Islâmico foi o ponto crucial para essa emigração cristã. Algo que era corriqueiro se intensificou com o terror jihadista. “Perda geral de esperança para um futuro seguro”, diz o relatório.

Segundo o estudo, os cristãos que estão fugindo não pretendem voltar ao Oriente Médio. “Lá não é um lar para os cristãos”, dizem. As instituições cobram medidas de responsabilidade à Unidade Europeia para que encontrem uma solução para a prática religiosa cristã no Iraque e na Síria.

“Criar um mecanismo de responsabilização nacional para lidar com incidentes é uma solução a longo prazo que visa restaurar a fé em um sistema que garanta que todas as comunidades religiosas e étnicas sejam afirmadas como cidadãos iguais e merecedores de proteção”, avaliam.

De acordo com o relatório, a população cristã do Iraque diminuiu de 300 mil, em 2014, para cerca de 200 mil atualmente. Na Síria, a redução é ainda mais drástica: de cerca de 2 milhões de cristãos para menos de um milhão.

O país que mais recebeu esses cristãos é o Líbano. Jordânia e Turquia também receberam grande quantidade de cristãos, e um número menor em países europeus, como Alemanha e Suécia. Mas “as recentes mudanças nas políticas, bem como as condições de vida, tornaram a chegada ou permanência em muitos desses países, como a Suécia, muito difícil”, finaliza o relatório.


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