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Igreja perseguida: grupo étnico islâmico mata 80 cristãos nigerianos em menos de um mês

Por Gabriel Lacerda
Com informações The Christian Post

Aldeia africana

Nigerianos buscando alimento em locais protegidos – Foto: PixaBay

No primeiro mês de 2018, 80 cristãos nigerianos foram mortos pelos povos fulanis. De acordo com algumas vítimas que sobreviveram, os ataques só acontecem com população adepta ao cristianismo. O grupo étnico usa da brutalidade para cometerem os crimes. “Eles usam facões e cortam as vítimas como animais”, relata um sobrevivente.

De acordo com a ONG International Christian Concern, que cuida de cristãos perseguidos no mundo, foram registradas 50 mortes em Logo e 30 na cidade de Guma. Ainda de acordo com a organização, os fulanis já atacaram aldeias da região, mas não fizeram tantas vítimas como dessa vez.

O pastor Musa Asake, secretário geral da Associação Cristã da Nigéria, disse, em entrevista, que está preocupado com o que está acontecendo e teme que alguns grupos terroristas estejam sendo ajudados pelo governo. “Isso não é algo motivado por terras, pois as aldeias islâmicas não sofrem nada. […] Eles usavam, em alguns casos, armamentos militares. Alguém está armando eles”, finaliza.

No ano passado, os fulanis e os cristãos, que vivem em regiões próximas, assinaram um acordo de pastoreio. Algo parecido com uma lei de proteção para a prática da atividade agropecuária, fonte de renda dos dois povos, mas o documento não surgiu efeito e os conflitos se intensificaram.

Mesmo com 47% da população cristã, a Nigéria ocupa o 14º lugar na Lista Mundial de Perseguição aos cristãos, da Missão Portas Abertas, e, nos últimos anos, as disputas, motivadas por interesses políticos, fizeram o país ganhar mais destaque no cenário de perseguição religiosa.

 

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