“Fiquei na cela de isolamento, longe de tudo e todos”, conta turcomeno preso após se converter a Cristo

Portas Abertas

prisão

(Foto: Pixabay)

Umid* é um turcomeno que conheceu Cristo e ficou tão maravilhado que começou a compartilhar com a vizinhança sobre a nova fé. Numa ocasião, ele convidou alguns de seus vizinhos para participar de uma reunião de domingo. Um deles se sentiu tão ofendido que, pela manhã, foi até o cristão com insultos. Houve uma briga entre eles e Umid foi preso pela polícia. Apesar de o vizinho ter retirado a queixa mais tarde, ele foi condenado a quatro anos de prisão. “Ninguém fica preso por causa de uma simples briga de rua. É óbvio que Umid está lá por causa de sua fé”, disse um de seus amigos, que não quis ser identificado.

Durante o tempo de reclusão, a Missão Portas Abertas pediu orações por ele e também por sua esposa, Malahat*, e seus três filhos, Daniel*, de 6 anos, David*, 5, e Zubeida*, 3. Depois de dois anos e meio, Umid foi libertado. “Os policiais fizeram de tudo para me punir, mesmo quando eu não fazia nada de errado. Fiquei na cela de isolamento, longe de tudo e todos. Eu sabia que havia muita gente orando por mim, e eu também estava em oração o tempo todo. Eu ouvia os guardas dizendo que havia chegado muitas cartas e cartões para mim, vindos de vários lugares do mundo, e, embora eu não tenha visto nenhum deles, porque ficaram confiscados, fiquei muito animado só de saber”, conta.

Quando o cristão chegou em casa, estava emocionado e grato pela liberdade. “Minha família gritou de alegria. Minha esposa e meus filhos não conseguiam parar de me abraçar. O retorno foi muito bom, Deus teve misericórdia de mim e sei que isso foi resultado de muitas orações. Os primeiros dias foram difíceis. Eu acordava no meio da noite pensando que estava na prisão. Tive pesadelos também, mas tudo já passou. Sei que eles ainda vão me perseguir, mas eu estou com Deus”, afirma.

Malahat testemunha sobre o tempo em que ficou sem o marido, com lágrimas nos olhos. “Foi difícil ficar sem ele, eu não sabia o que dizer às crianças, pois temia pela vida dele, mas as orações me deram forças para suportar”, disse, agradecida.

Atualmente, o Turcomenistão aparece em 19º lugar na Classificação de Países por Perseguição da MPA.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

 


 

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