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Estupro, crianças mutiladas e assassinatos: saiba a rotina dos cristãos que moram em Mianmar

Por Gabriel Lacerda
Com informações Guiame.com

De acordo com relatório da equipe de investigação Sky News, militares de Mianmar estão, secretamente, torturando, expulsando e, até mesmo, executando cristãos do país, que fica ao sul da Ásia. Os casos mais preocupantes aconteceram no estado de Kachin, local em que, segundo moradores, mais acontecem ataques do governo.

Ainda segundo o relatório da Sky News, mais de 700.000 pessoas foram forçadas a fugir para países vizinhos, como Bangladesh. Em entrevista à equipe da Sky News, Lashi Ókawn Ja relata o terror que tem passado na região desde agosto do ano passado, quando os ataques começaram. “Estou convencida de que o governo (de Mianmar) está tentando limpar etnicamente o povo Kachin”, disse. “Sempre que eles veem o povo Kachin, eles tentam nos matar e eles estupram as mulheres, até mesmo as mulheres que estão grávidas“, conta.

O general do exército de Kachin, Sumlut Gunmaw, disse que, aos poucos, o governo de Mianmar consegue o que quer. “Talvez suas ações contra nós não sejam tão súbitas quanto a violência contra os Rohingya (grupo que defende o islamismo), mas suas intenções são as mesmas. Eles querem nos eliminar“, afirma.

Mesmo quem consegue sobreviver aos bombardeios, passa a viver numa situação insalubre e designa. Os cristãos são forçados a residir em campos para deslocados internos, privados de comida e recursos de saúde.

O secretário-geral da Associação de Mulheres Kachin da Tailândia, San Htoi, em entrevista ao The Guardian, fala que existe uma “guerra invisível” acontecendo em todo o território. De acordo com Htoi, os militares de Mianmar estupram mulheres grávidas e cortam bebês ao meio para demonstrar poder.

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Para tentar combater o problema, clérigos budistas, cristãos, judeus e muçulmanos se juntaram e criaram a Coalizão de Fé. A iniciativa já salvou, aproximadamente, 600 refugiados que vão para a cidade de Cox’s Bazar, fronteira com Bangladesh.

 

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