Estado Islâmico mata mais de 220 pessoas em dois atentados no final de semana

Por Abner Faustino

Após os ataques na terça-feira, 28 de julho, que vitimaram 44 pessoas em um aeroporto na Turquia, radicais islâmicos voltaram a fazer novos atentados nesse final de semana, desta vez em Bangladesh e no Iraque. Cerca de 220 pessoas morreram nos ataques.

No primeiro ataque, ocorrido na madrugada de sexta-feira (1) para sábado (2), 22 pessoas foram mortas e outras 30 ficaram feridas em um restaurante de luxo em Dacca, capital de Bangladesh. De acordo com informações oficiais, a maioria das vítimas são estrangeiros, dentre elas, nove italianos, sete japoneses e um norte-americano.

Segundo relatos de sobreviventes ao jornal britânico BBC, os islâmicos ficaram cerca de 12 horas no restaurante e pouparam a vida de funcionários bengalis, visando, sobretudo, os estrangeiros. Já na manhã de sábado, o Exército local invadiu o estabelecimento e matou seis dos sete agressores. O último foi preso.

O Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do atentado, mas o ministro do Interior de Bangladesh afirmou que os terroristas não pertenciam ao grupo radical islâmico, mas a um outro grupo islâmico que atua apenas em Bangladesh. O EI publicou em suas redes sociais fotos dos supostos responsáveis pelo ataque com bandeiras do grupo radical.

Ataque no Iraque mata mais de 200 pessoas

O Estado Islâmico também atacou o Iraque nesse final de semana. Na madrugada de sábado para domingo (3), o grupo radical fez ataques simultâneos na capital, Bagdá, matando cerca de 213 pessoas.

O ataque mais forte aconteceu próximo a uma sorveteria na movimentada região de al-Karrada, quando um suicida islâmico detonou um caminhão frigorífico. A sorveteria, que é uma das mais antigas da cidade, estava lotada no momento, pois os iraquianos costumam comer fora de casa durante o mês do Ramadã, já que passam o dia em jejum.

O outro ataque aconteceu em um mercado de al-Shaab, distrito xiita no norte de Bagdá. O Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados e informou que o alvo dos ataques eram os xiitas. O grupo confirmou ainda que novos ataques serão feitos na região. “Com a permissão de Deus, prosseguirão os ataques dos mujahedins contra os renegados (xiitas)”, comunicou o grupo radical.


 

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