Estado Islâmico assume controle total de Palmira, cidade histórica síria

Reuters

Estado Islâmico assume controle total de Palmira, cidade histórica síria

Vista geral do Templo de Bel, na cidade histórica de Palmira (Foto: Omar Sanadiki / Reuters)

O Estado Islâmico (EI) assumiu, nesta quinta-feira (21), o controle total da cidade de Palmira, na região central da Síria, poucos dias depois de ter se apoderado de uma capital provincial no vizinho Iraque, o que indica que o grupo ultrarradical tem ganhado força.

Os dois triunfos aumentam a pressão não apenas sobre Damasco e Bagdá, mas também lançam dúvidas sobre a estratégia dos Estados Unidos de dependerem quase exclusivamente de ataques aéreos para derrotar o grupo radical muçulmano sunita, que é uma ramificação da rede Al Qaeda.

O EI informou, em comunicado publicado por seguidores no Twitter, que detém o controle total de Palmira, incluindo as instalações militares, na primeira vez em que tomou uma cidade diretamente dos militares e forças aliadas do governo sírio.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo com sede em Londres, disse que o Estado Islâmico agora controla mais da metade do território sírio, após mais de quatro anos de guerra civil contra o governo autocrático do presidente Bashar al Assad. O grupo radical destruiu antiguidades e monumentos no Iraque e há o temor de que poderia agora devastar Palmira, uma cidade antiga, patrimônio da humanidade que abriga ruínas da era romana, incluindo templos bem preservados, colunatas e um teatro.

“Esta é a queda de uma civilização”, disse o chefe de antiguidades da Síria, Maamoun Abdulkarim, à Reuters por telefone nesta quinta-feira. “A sociedade humana, civilizada, perdeu a batalha contra a barbárie. Eu perdi toda a esperança”.

Os confrontos desde quarta-feira na área mataram pelo menos 100 combatentes pró-governo, disse Rami Abdulrahman, chefe do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que baseia a sua informação em uma rede de fontes no território sírio. O EI disse que na retirada as forças pró-governo havia deixado para trás muitos mortos, mas não deu números precisos.


 

Please log in to vote

You need to log in to vote. If you already had an account, you may log in here

Alternatively, if you do not have an account yet you can create one here.