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Crianças sírias gravam vídeo pedindo socorro e resgate de Aleppo: “Nos ajude a escapar deste inferno”

Por Abner Faustino
Com informações do MailOnline

Crianças sírias gravam vídeo pedindo socorro e resgate de Aleppo: "Nos ajude a escapar deste inferno"

Foto: Reprodução

Um grupo de crianças de um orfanato localizado nas proximidades de Aleppo, na Síria, gravou um vídeo em que pediram clemência à instituições e organizações mundiais. As 48 crianças que aparecem no vídeo perderam seus pais e parentes em bombardeios aéreos e em ataques de rebeldes.

No vídeo, Yasmim Kanuz, uma garota de 10 anos, diz que essa poderia ser a última vez que alguém teria a oportunidade de ver ou ouvir as crianças. Há dois anos, os pais de Yasmim foram mortos.

“Eu peço que as organizações de direitos humanos e infantis de todo o mundo nos ajude a sair de Aleppo agora. Há 47 crianças aqui comigo e eu os considero todos meus irmãos e irmãs”, disse Yasmim em vídeo. “Nós precisamos de água e comida, porque estamos famintos. Nós estamos com medo dos ataques aéreos. Por favor, nos ajudem a escapar deste inferno que estamos vivendo em Aleppo. Nós queremos viver como todas as outras crianças do mundo”, disse.

As crianças estão sob os cuidados de dez pessoas que prometeram ficar com elas até o fim. O diretor do orfanato Muhammad Azraq confirmou ao jornal britânico MailOnline que a iniciativa de gravar um vídeo partiu das próprias crianças de Aleppo. Azraq afirma que o orfanato abriga órfãos de todas as idades, sendo que o mais novo é um bebê de apenas 10 meses. Ele foi achado embaixo de escombros após um ataque que matou todas os seus familiares.

Aleppo

Desde o início de dezembro, forças do governo sírio, apoiadas por aliados russos, iranianos e pela milícia libanesa Hezbollah, invadiram as dependências de Aleppo, que, desde 2012, era controlada por militantes do Estado Islâmico e rebeldes que desejam a saída do presidente Bashar al-Assad do governo da Síria. Aleppo é considerada a grande derrota dos rebeldes.

Moradores homens da cidade pedem permissão aos líderes religiosos para que possam matar mulheres, filhas e irmãs antes que elas sejam capturadas por forças do governo de al-Assad e aliados. O auge da crise aconteceu quando uma enfermeira escreveu uma carta – que foi reproduzida nas redes sociais – explicando por que decidiu escolher o suicídio ao invés de “cair nas mãos de animais do Exército sírio”.

 

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