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China proíbe venda de Bíblias e aumenta perseguição contra cristãos

Por Gabriel Lacerda 
Com informações Estadão

Xi Jinping

Foto: Photopin

Na última quinta-feira (5), o governo chinês proibiu a venda online de Bíblias. A medida, que foi criada na mesma época da ampliação do poder presidencial de Xi Jinping, visa controlar a influência de religiões ocidentais, como o cristianismo.

Na China, as compras via internet tornaram-se um fenômeno comum e isso tornou a comercialização das Bíblias mais fácil e rápida.
E, alguns dias após ser anunciada, já não era possível encontrar a Bíblia em grandes e-commerces, como
a Amazon, transnacional norte-americana, e a JD e Taobao, ambas chinesas. As empresas preferiram não se pronunciar.

A rigidez da nova regra faz parte do plano do governo em diminuir a influência do ocidente no país e pretende promover religiões chinesas tradicionais, como o budismo e o taoismo. Em coletiva de imprensa, um porta-voz do governo chinês afirmou que nunca o Vaticano terá controle da igreja chinesa. A medida, para especialistas, é vista como repressão e atrapalha as negociações entre Pequim e Vaticano.

Para o chefe do Centro de Religiões Chinesas da Universidade de Purdue, Yang Fenggang, a nova medida é uma derrota para a Igreja. “Parece que a porção antivaticanista do governo chinês saiu vencedora”, afirma. De todas as religiões existentes no país, somente o cristianismo tem seus textos banidos das vendas online.

 

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