Cerca de 215 milhões de cristãos sofrem com perseguição religiosa

Por Abner Faustino
Com informações de Portas Abertas

Cerca de 215 milhões de cristãos sofrem com perseguição religiosa

Na Ásia, pelo menos 100 milhões são perseguidos por causa de fé em Jesus Cristo (Foto: Pixabay)

Após divulgar a Lista Mundial da Perseguição Religiosa, a Missão Portas Abertas divulgou dados alarmantes da perseguição aos cristãos em todo o mundo. Cerca de 215 milhões de pessoas, nos 50 países que compõem a lista, são perseguidos por causa da fé em Jesus Cristo. A Portas Abertas estima que um em cada 12 cristãos são perseguidos no mundo.

De acordo com os dados, em 21 dos 50 países, a perseguição é de 100% da população cristã. “Em 21 países, cada cristão experimenta um alto nível de perseguição de uma forma ou de outra”, revela a Missão Portas Abertas.

Apenas quatro países que estão inclusos na lista representam mais da metade do número total de cristãos perseguidos. São eles: China, Etiópia, Índia e Nigéria. Somente na Ásia, o número de cristãos perseguidos é de quase 100 milhões.

Os 50 países incluídos na lista têm, ao todo, 4,5 bilhões de pessoas, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, apenas 13% desses são cristãos e, dentre todos os cristãos nos 50 países, a Portas Abertas estima que 33% enfrentam algum tipo de perseguição religiosa.

O país onde os cristãos mais enfrentam esse problema continua sendo a Coreia do Norte, que está nessa posição pelo 15º ano consecutivo. “Quando um cristão é descoberto, normalmente é levado para as piores prisões, onde é torturado e condenado a realizar trabalhos forçados em campos de concentração”, revela a Portas Abertas, que estima que a Coreia do Norte tenha de 200 a 400 mil cristãos. “Prisioneiros cristãos não são autorizados a tomar banho, vestem-se com trapos, dormem em celas frias ou em barracões, recebem pouquíssimo alimento diariamente, devem trabalhar por muitas horas sem descanso e correm risco constante de morte”.

A Missão Portas Abertas explica que, por motivos de segurança dos próprios cristãos, não pode dar muitos detalhes sobre a perseguição religiosa. “É lamentável não podermos fornecer detalhes mais específicos dos cálculos, porque os governos e movimentos perseguidores podem utilizar esses detalhes para lançar novas medidas de repressão. Eles buscam detalhes sobre as igrejas compostas por cristãos ex-muçulmanos em muitos países”.


 

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