Anistia Internacional reprova execuções na Indonésia

Agência Lusa e Agência Brasil

Anistia Internacional reprova execuções na Indonésia

Marco Acher, à esquerda, foi executado em janeiro. Rodrigo Gularte, à direita, foi morto na última terça-feira (28). Os brasileiros foram condenados por tráfico de drogas. (Fotos: Reprodução / Arquivo Pessoal)

A Anistia Internacional classificou de “reprovável” a execução de oito condenados na Indonésia. A organização lembrou que as execuções ocorreram apesar de pelo menos dois recursos terem sido aceitos pelos tribunais locais e lamentou que os pedidos de clemência tenham sido rejeitados.

“As execuções são totalmente reprováveis. Foram feitas com uma total falta de consideração pelas salvaguardas reconhecidas internacionalmente para o recurso à pena de morte”, disse o diretor da Anistia para a Ásia-Pacífico, Rupert Abbott.

Segundo a organização, vários condenados não tiveram acesso a advogados competentes ou intérpretes durante a detenção e na fase inicial do julgamento.

A Anistia denunciou também que um dos condenados, o brasileiro Rodrigo Gularte, foi executado ainda que tenha sido diagnosticado com esquizofrenia, sendo que a lei internacional “claramente proíbe” o recurso à pena de morte para pessoas com incapacidades mentais.

Brasileiros fuzilados

Preso desde 2004 em Jacarta, capital da Indonésia, por tentar entrar no país com 6 quilos de cocaína em pranchas de surfe e condenado à pena de morte em 2005, o brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi fuzilado na última segunda-feira (28), às 14h25, no horário de Brasília.

Em janeiro, a Indonésia executou outro brasileiro, Marco Acher, também condenado por tráfico de drogas. O fuzilamento de Archer gerou uma crise diplomática entre o Brasil e a Indonésia.

O embaixador brasileiro no país foi convocado pela presidente Dilma à época, em um gesto de desagravo do governo brasileiro.

O país asiático, que retomou as execuções em 2013, após cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.


 

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