À procura de abrigo, refugiados muçulmanos estão se convertendo ao cristianismo no Reino Unido

Por Abner Faustino
Com informações do The Guardian

“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Essa oração foi feita 16 vezes em uma tarde de sábado, em uma igreja na cidade de Stoke-on-Trent, na Inglaterra. Era dia de batismo. Os tradicionais rostos brancos dos ingleses foram substituídos por uma mistura eclética de sírios, iraquianos, bengaleses e eritreus, que estão à procura de salvação para a alma ou apenas buscando um pouco de amor.

Peter_Biro_Akre_199 via photopin (license)

Foto ilustrativa: Peter Biro Akre

A reverenda Sally Smith preside a igreja de St. Mark’s. Ela foi a responsável por uma transformação conceitual da congregação. Antes, a igreja era basicamente composta por pessoas brancas de classe média. Agora, tornou-se uma espécie de centro de recolhimento de refugiados. A igreja abrigou, alimentou, vestiu, comprou sapatos novos para seus filhos e cuidou de suas necessidades médicas.

O exemplo da igreja de St. Mark’s não é um caso isolado. Muitos refugiados estão sendo abrigados e cuidados por igrejas e comunidades cristãs em toda Europa, o que faz com que muitos se convertam ao cristianismo.

Na igreja da reverenda Smith, o acolhimento tem dado resultado. Cerca de três a quatro refugiados se convertem ao evangelho por semana. Alguns tomam a decisão em segredo, outros o fazem por gratidão e alguns buscam um alívio para o espírito após sofrerem tantas atrocidades.

A própria reverenda conta que encontrou muitas dificuldades para ajudar os refugiados. “Meu maior desafio tem sido a atitude de algumas pessoas dentro da igreja. Eu tive bastante oposição. Críticas, atitudes negativas e pessoas que tentaram minar o trabalho que estamos fazendo”, disse. “Eu perdi um monte de membros da congregação por causa do que aconteceu na igreja. Eles veem que a igreja tem papéis definidos e abrir as portas aos refugiados não seria um deles “, criticou a Sally.

A reverenda foi acusada de cuidar mais do que estão fora do que os membros da igreja, mas a “mãe Smith” (como é conhecida pelos refugiados) não é ingênua. Ela sabe que alguns estão se convertendo por pensarem que isso ajudará no pedido de asilo, mas ela diz que são poucos que pensam isso. Sally explica que eles foram recusados em mesquitas e procuraram ajuda nas igrejas.

Na igreja de St. Mark’s, os refugiados foram recebidos calorosamente. O templo está lotado de doações de alimentos e roupas.”É sobre fazer parte de um reino onde não há agentes de imigração, onde passaportes não são necessários, onde não há centros de detenção. Uma família mundial em que não existem barreiras divisórias”, disse a reverenda.


 

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