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Depressão ou falta de fé? “Um coração triste leva à morte”, diz psiquiatra

 

Se você é um cristão e já ouviu falar em depressão durante uma palestra ou pregação na igreja, talvez você tenha ouvido falar que essa doença é uma “consequência de falta de fé”, e que “crente que é crente não tem depressão”.

Tratada como resultado de alguma irregularidade na vida espiritual por muitos líderes religiosos, a depressão atinge mais de 120 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a OMS.

A psiquiatra Marlene Monteiro, convidada do MENTE ABERTA, acredita que a fé pode exercer um papel importante no processo de cura da doença, mas que é muito importante considerar os contextos em que o paciente esteve inserido ao longo da vida, porque é a forma de encarar cada experiência que vai determinar as consequências emocionais que uma pessoa desenvolverá. “A vida vira o jogo de repente. Às vezes, é o emprego, é a família, são os filhos que vão embora. Isso muda e daí você tem que recriar a vida”, diz.

Marlene chama a atenção para o poder da depressão de causar morte. A doença pode estimular tendências de autoextermínio como solução diante de problemas que parecem não ter solução, o que leva muitos pacientes a cometerem suicídio. Entre jovens, a morte por suicídio é mais frequente que por HIV em todo o mundo. “Um coração triste leva à morte”, enfatiza a psiquiatra.

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