Estado Islâmico reivindica assassinato de padre no Egito

Por Abner Faustino

O grupo radical Estado Islâmico (EI) reivindicou, nessa quinta-feira (30), o assassinato do padre copta Raphael Moussa, de 46 anos, na península do Sinai do Norte, na cidade de al-Arich, nordeste do Egito. De acordo com Boulos Halim, porta-voz da Igreja de São George, o padre foi atingido por tiros após deixar uma missa.

Em um comunicado nas redes sociais, o EI disse que os atiradores mataram o padre por ele ser um “lutador contra o islã”. O grupo islâmico faz diversos ataques no Sinai do Norte, próximo à fronteira com Israel e o território palestino da Faixa de Gaza.

Em julho de 2013, o padre Mina Abud também foi assassinado a tiros na mesma região. O crime aconteceu três dias após o exército egípcio retirar do governo o então presidente islamita Mohamed Morsi e reprimir os seus seguidores. Na época, os radicais pró-islã, entre eles o Estado Islâmico, atacaram e incendiaram diversas igrejas e casas de fiéis, acusando as minorias cristãs de serem a favor da queda de Morsi. “Muitos cristãos já se foram”, lamentou Boulos Halim.

Por volta do século VII, os cristãos eram a maioria no Egito, mas com a invasão muçulmana ao país, por volta do ano 630 d.C., os cristãos egípcios, chamados de coptas (que significa egípcio), foram perseguidos radicalmente. Nos tempos atuais, existem aproximadamente 8 milhões de cristãos coptas, o que representa cerca de 9% da população egípcia.


 

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