Síndrome do pânico

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Caracterizada por crises espontâneas de pânico sem que haja uma situação de medo real, a síndrome do pânico, conforme explica o psiquiatra Ismael Sobrinho, é uma doença que acomete até 2% da população mundial, geralmente, jovens na faixa etária dos 30 anos.

Altamente incapacitante, a síndrome manifesta-se a partir de crises de ansiedade aguda marcadas por taquicardia, falta de ar, dores abdominais e formigamento, sintomas que sugerem um ataque cardíaco e que, na maioria dos casos, levam o paciente a recorrer, primeiro, a um cardiologista.

Ismael Sobrinho chama a atenção para a importância da diferenciação entre um episódio de pânico isolado e uma síndrome propriamente dita. O transtorno, segundo explica o psiquiatra, está ligado a uma certa frequência de ataques de pânico.

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Traumas

A síndrome do pânico na vida da personal trainer Nancy Rubini teve início com um acidente de trânsito, quando o carro em que ela estava se chocou contra uma carreta. Desde então, Nancy revive, com frequência, as sensações do dia do acidente, mesmo sem nenhum perigo iminente. “Eu fico achando que vou capotar e o coração dispara”, conta. “Eu tenho a sensação de que estou no carro ainda”.

O psiquiatra Ismael Sobrinho explica que “situações traumáticas deixam uma memória muito fixa no cérebro”. É como se, mentalmente, cada trauma abrisse um processo de arquivamento. A psicóloga Carla Campos esclarece que é possível fazer com que novos registros sejam adquiridos a partir de técnicas psicoterápicas específicas.

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