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Intolerância religiosa motiva conflitos em países de todo o mundo

Assassinatos motivados pela intolerância religiosa têm se tornado cada vez mais recorrentes nos noticiários. Um dos últimos casos noticiados aconteceu no dia 21 de setembro, quando uma milícia radical promoveu um violento ataque a um centro comercial de Nairóbi, capital do Quênia. Pelo menos 72 pessoas foram mortas.

O professor de Relações Internacionais Danny Zahreddiene explica que a variável principal sobre a qual se baseia esse tipo de conflito não é a religião em si. “A religião é variável interveniente, aquela que interfere e que torna o conflito muito pior, porque você começa a transformar um conflito que poderia ser resolvido num âmbito político em algo difícil de ser resolvido, porque aí é uma questão de crença, de valor”, afirma Zahreddiene.

O professor explica, ainda, que ataques com motivações aparentemente religiosas não são “privilégio” de regiões específicas do globo, como o Oriente Médio. “Nós temos países muito avançados do ponto de vista do desenvolvimento humano, do desenvolvimento econômico, mas que vivenciam, violentamente, a discriminação religiosa”, explica. Zahreddiene usa a Irlanda como exemplo, onde o conflito entre protestantes e católicos “chega a níveis inaceitáveis”.

No Brasil, a constituição garante a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias, conforme descreve o artigo 5º. Mas, na prática, será que essa liberdade é, de fato, assegurada? Ou a intolerância se manifesta nas entrelinhas?

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